A polícia do Quênia afirmou, na quarta-feira (26), que já chega a 89 o número de mortos na seita que incentiva os seguidores a jejuarem até a morte.
Segundo investigações, o fundador da igreja, Makenzie Nthenge incentivou os seguidores a ficarem sem comer para “conhecer Jesus” .
Corpos estavam em vala comum. A polícia os encontrou ao longo dos últimos três dias em Malindi, no leste do país. Os mortos faziam parte da Igreja Internacional das Boas Novas.
Nthenge foi preso há dez dias, mas seus seguidores seguem escondidos jejuando, segundo a polícia.
De acordo com a mídia local, Makenzie Nthenge já havia sido detido e indiciado no mês passado depois que duas crianças da seita morreram de fome, mas ele pagou uma fiança de 100.000 xelins quenianos (cerca de R$ 3,7 mil) e foi liberado.
A polícia queniana já exumou 47 corpos perto da cidade costeira de Malindi, mas as exumações ainda estão em andamento. Corpos de crianças estavam entre os mortos.
Nthenge supostamente nomeou três aldeias no local — Nazaré, Belém e Judeia — e batizou seguidores em lagoas antes de dizer-lhes para jejuar, relata o jornal The Standard.
O Quênia já registrou casos anteriores de pessoas atraídas para igrejas ou cultos perigosos e não regulamentados.
*Com informações de agências internacionais
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