A opinião das pessoas sobre se vinho faz bem à saúde é variável. Para muitos, a bebida traz benefícios para as funções do corpo, enquanto outros acreditam que os efeitos são negativos.
Há muitas pesquisas que buscam desvendar a relação entre a bebida e o bem-estar, e a ligam a benefícios em diversas áreas da saúde, como sistemas cardiovascular, nervoso e imunológico.
O que há de saudável no vinho?
Afinal, porque pesquisadores estudam os benefícios do vinho à saúde? O principal ponto que fomenta discussões sobre o assunto não é a bebida em si, mas o fruto que a origina, ou seja, a uva.
Sabe-se, por exemplo, que uvas tintas, principalmente, apresentam grandes quantidades de polifenóis, como taninos, resveratrol e flavonóides, amplamente conhecidos por suas propriedades antioxidantes. Outros componentes do fruto, como o ácido tartárico e os ácidos fenólicos, são associados à redução do colesterol total.
Contudo, é importante pontuar que por mais que o vinho possa ser benéfico à saúde em alguns casos, nem todos podem consumi-lo. Pessoas com doenças hepáticas, que fazem uso de medicamento controlado ou gestantes não devem ingerir quaisquer bebidas alcoólicas.

Vinhos tintos possuem polifenóis que são considerados benéficos à saúde.
Vinho faz bem ao coração?
Existem estudos científicos que indicam que o vinho proporciona inúmeros benefícios à saúde cardiovascular, desde que consumido de forma moderada.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o consumo moderado de álcool corresponde a uma de 10g de etanol puro, enquanto que o padrão brasileiro é de 14g. Para vinhos, o valor é equivalente a 150 mL diários.
Há, também, indicações diferentes para cada sexo. Recomenda-se que mulheres limitem o consumo a uma taça e os homens a duas. Dito isso, uma taça diária pode ter efeito positivo para quem sofre de problemas circulatórios, como varizes, infarto ou derrame.
Esse efeito é causado por um polifenol chamado resveratrol. Ele reduz o estresse oxidativo, ajuda a controlar a pressão arterial, inibe a inflamação das veias, retarda a progressão da aterosclerose e previne a agregação plaquetária.
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